PREGAÇÃO COMO ATO
CONSCIENTE
Tenho muita admiração
pelos gênios da antiguidade, que revolucionaram o que sabemos hoje. Isaac
Newton é um deles. Suas leis são típicas de um louco, e que resumem bem a
frase: “E Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os
sábios...” - I Coríntios 1. 27. Newton é descrito como o cientista causador do
maior impacto na história da ciência. Mesmo sendo de personalidade peculiar,
influenciou e influencia muitos, até dias atuais. Estudos e pesquisas mostram
claramente a reação que ele provoca. Sua terceira lei é conhecida pela mais
plebe das camadas sociais: AÇÃO –
REAÇÃO. O que nos leva ao proposto tema.
Lex III: Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem: sine
corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes
contrarias dirigi.
Assim, penso ser o discurso e o ouvinte,
devem compartilhar da mesma força como Newton explica em sua III Lei. “Devem
ter sempre a mesma natureza”. Obviamente ele estava falando em física, mas nem
por isso, é menos importante em outras áreas da ciência.
A mensagem que um preletor leva ao seu público
funciona em corpos - mentes diferentes, muitas vezes em sentido oposto a que está
discursando. Por isso, a pregação deve ser anunciada com
consciência, de forma planejada. A reação dos que ouvem não será a mesma de
forma igual. O discurso não deve ser direcionado apenas a uma camada isolada da
sociedade, precisa ser trabalhado como um todo.
Quem tinha este poder
de persuasão, muito bem representado nas escrituras, era o Apóstolo Paulo. Onde
quer que estivesse, seu discurso era empregado desde o mais simples leigo ao
erudito nobre dos ouvintes. Paulo, não jogava as palavras ao vento, antes tinha
a finalidade de conhecer o território a qual pretendia discursar. Seu
conhecimento acerca das culturas a qual se apresentava, causava fortes reações
nas pessoas, a ponto de levá - las a pensar e não aceitar por impulso o que era
transmitido. Paulo causava impacto pela Palavra.
A I Lei de Newton
anuncia que tanto um objeto em repouso, quanto um em movimento, só mudará seu
estado caso aja uma força exercendo sobre ele.
Lex I: Corpus omne perseverare in statu suo quiescendi vel movendi
uniformiter in directum, nisi quatenus a viribus impressis cogitur statum illum
mutare.
A pregação ou discurso
tem o intuito de ensinar, para que os ouvintes saiam do estado de morbidade,
tomando decisões sustentáveis, com ações diferenciadas, caminhando com único
objetivo, produzir vida.
Ao contrário da I Lei
de Newton, o preletor não deve exercer sobre seus ouvintes uma ideologia
baseada na força, com intenção de mudar o percurso natural das coisas. A
mensagem deve fazer com que o sujeito exerça o pensar, não aceitando tudo
pronto, mas refletindo aos acontecimentos. Desta forma seguem o caminho fazendo
suas próprias escolhas.
O pregador ou pastor,
não devem desejar que todos os ouvintes fação um culto em sua homenagem, ou
lhes deem tapinhas nas costas após cada mensagem transmitida. Saiba que quem
nesta direção está, deve ter total reverência às coisas seculares e espirituais,
precisa agir com espontaneidade, deixar seu próprio ego, e colocar Deus em
todas as coisas que vier fazer.
Não queira ser parte
deste meio para que, o adorem. Se assim, estiver desejoso seu coração, saiba que
logo seu castelo se tornará em ruinas. Lúcifer tinha tudo, mas quando desejou
ser Deus, perdeu sua liberdade.
As escrituras nos
mostram que Jesus jamais forçou ou desejou algo para si, sempre colocava o Pai
em primeiro lugar. O GRANDE EU SOU, estava presente nas mais simples de suas
caminhadas. Cristo preferia muito mais ensinar pelas ações, do que pelo
discurso falado. E mesmo assim, causava muitas reações em meio ao povo de diferentes
camadas.
Quanto a II Lei de
Newton prefiro que vocês mesmos tomem suas conclusões, diante do que estamos
tratando neste assunto – discurso.
Apenas desejo mencionar
que, não escravize sua mente com o que não traz esperança. Procure meditar em
tudo que lê e em tudo que ouve, antes de tomar qualquer tipo de atitude, que poderá
levar ao rompimento do que conhece e acredita. A procura do novo e desconhecido sempre devem estar em
constância na vida de cada individuo, acredito que Deus se faz novo, e com
isso, devemos assim, nos direcionar para tudo que é bom e agradável, arriscando
sair da "gaiola", ciente que a livre expressão é um direito, mas isso, não lhe dá o direito de exercer sobre o outro o domínio, tirando lhe a livre escolha.
A mensagem é um ato consciente, e aquele que a transmiti sabe exatamente o que deseja alcançar.
Sonia Sanches
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