quinta-feira, 26 de julho de 2012

PREGAÇÃO COMO ATO CONSCIENTE


PREGAÇÃO COMO ATO CONSCIENTE

Tenho muita admiração pelos gênios da antiguidade, que revolucionaram o que sabemos hoje. Isaac Newton é um deles. Suas leis são típicas de um louco, e que resumem bem a frase: “E Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios...” - I Coríntios 1. 27. Newton é descrito como o cientista causador do maior impacto na história da ciência. Mesmo sendo de personalidade peculiar, influenciou e influencia muitos, até dias atuais. Estudos e pesquisas mostram claramente a reação que ele provoca. Sua terceira lei é conhecida pela mais plebe das camadas sociais: AÇÃO – REAÇÃO. O que nos leva ao proposto tema.

Lex III: Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem: sine corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi.

Assim, penso ser o discurso e o ouvinte, devem compartilhar da mesma força como Newton explica em sua III Lei. “Devem ter sempre a mesma natureza”. Obviamente ele estava falando em física, mas nem por isso, é menos importante em outras áreas da ciência.

A mensagem que um preletor leva ao seu público funciona em corpos - mentes diferentes, muitas vezes em sentido oposto a que está discursando. Por isso, a pregação deve ser anunciada com consciência, de forma planejada. A reação dos que ouvem não será a mesma de forma igual. O discurso não deve ser direcionado apenas a uma camada isolada da sociedade, precisa ser trabalhado como um todo.

Quem tinha este poder de persuasão, muito bem representado nas escrituras, era o Apóstolo Paulo. Onde quer que estivesse, seu discurso era empregado desde o mais simples leigo ao erudito nobre dos ouvintes. Paulo, não jogava as palavras ao vento, antes tinha a finalidade de conhecer o território a qual pretendia discursar. Seu conhecimento acerca das culturas a qual se apresentava, causava fortes reações nas pessoas, a ponto de levá - las a pensar e não aceitar por impulso o que era transmitido. Paulo causava impacto pela Palavra.

A I Lei de Newton anuncia que tanto um objeto em repouso, quanto um em movimento, só mudará seu estado caso aja uma força exercendo sobre ele.

Lex I: Corpus omne perseverare in statu suo quiescendi vel movendi uniformiter in directum, nisi quatenus a viribus impressis cogitur statum illum mutare.

A pregação ou discurso tem o intuito de ensinar, para que os ouvintes saiam do estado de morbidade, tomando decisões sustentáveis, com ações diferenciadas, caminhando com único objetivo, produzir vida.

Ao contrário da I Lei de Newton, o preletor não deve exercer sobre seus ouvintes uma ideologia baseada na força, com intenção de mudar o percurso natural das coisas. A mensagem deve fazer com que o sujeito exerça o pensar, não aceitando tudo pronto, mas refletindo aos acontecimentos. Desta forma seguem o caminho fazendo suas próprias escolhas.

O pregador ou pastor, não devem desejar que todos os ouvintes fação um culto em sua homenagem, ou lhes deem tapinhas nas costas após cada mensagem transmitida. Saiba que quem nesta direção está, deve ter total reverência às coisas seculares e espirituais, precisa agir com espontaneidade, deixar seu próprio ego, e colocar Deus em todas as coisas que vier fazer.

Não queira ser parte deste meio para que, o adorem. Se assim, estiver desejoso seu coração, saiba que logo seu castelo se tornará em ruinas. Lúcifer tinha tudo, mas quando desejou ser Deus, perdeu sua liberdade.

As escrituras nos mostram que Jesus jamais forçou ou desejou algo para si, sempre colocava o Pai em primeiro lugar. O GRANDE EU SOU, estava presente nas mais simples de suas caminhadas. Cristo preferia muito mais ensinar pelas ações, do que pelo discurso falado. E mesmo assim, causava muitas reações em meio ao povo de diferentes camadas. 

Quanto a II Lei de Newton prefiro que vocês mesmos tomem suas conclusões, diante do que estamos tratando neste assunto – discurso.

Apenas desejo mencionar que, não escravize sua mente com o que não traz esperança. Procure meditar em tudo que lê e em tudo que ouve, antes de tomar qualquer tipo de atitude, que poderá levar ao rompimento do que conhece e acredita. A procura do novo e desconhecido sempre devem estar em constância na vida de cada individuo, acredito que Deus se faz novo, e com isso, devemos assim, nos direcionar para tudo que é bom e agradável, arriscando sair da "gaiola", ciente que a livre expressão é um direito, mas isso, não lhe dá o direito de exercer sobre o outro o domínio, tirando lhe a livre escolha. 

A mensagem é um ato consciente, e aquele que a transmiti sabe exatamente o que deseja alcançar.

Sonia Sanches

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