Sonia Sanches
O
beijo é algo inacreditável, quem beijou sabe do que estou falando, quem nunca
beijou terá em tempo oportuno o prazer de se deliciar aos lábios do amado ou da
amada. É algo mágico, quando recebido ou dado com amor. Todo o corpo fala
através de gestos e expressões durante um verdadeiro beijo. É como se fossemos
arrebatados do nosso estado físico para outra dimensão.
A
ciência explica em seus termos, que quando indivíduos, se apaixonam, trocam
olhares e se beijam, liberam seus neurotransmissores que transmitem mensagem
para o corpo provocando um êxtase. O organismo desta pessoa começa a produzir várias
substâncias químicas entre elas à dopamina, a ocitocina, a feniletilamina conhecida
a mais de 100 anos, responsável por esta sensação de prazer.
Beijo
do latim basium tem o significado de
tocar algo com os lábios é a primeira relação íntima, está ligado aos nossos
sentimentos, através dele podemos conhecer o outro, é uma verdadeira troca de
afeto, carinho e carícias.
Seu
poder é transformador. Pode movimentar 29 músculos, melhorara a oxigenação
sanguínea do coração pelas batidas, libera a produção de hormônios causando bem-
estar e faz com que percamos calorias.
E
ainda a quem diga que o romance começa pelo sexo em seu ato, coisa bem leviana
de acreditar.
Outro
dado importante é que o ser humano não escolhe o seu parceiro, a escolha é
fruto do que produzimos, mas que na verdade o tempo se encarrega de fazer as
escolhas.
Deixa
ser mais clara em relação a esta informação.
Quando
um animal irracional percebe pelos seus instintos que é o momento de acasalar,
ele não sai procurando em seu meio a fêmea ideal ou o macho ideal, simplesmente
precisa liberar seu instinto para reprodução. Durante séculos o ser humano se
comportou da forma dos animais irracionais, pois havia a necessidade de
reprodução – “crescei e multiplicai-vos”. Ainda hoje este instinto reprodutor continua,
porém, devido à evolução e tecnologia, a humanidade foi planejando sua vida de
forma a reproduzir quando lhe fosse viável. O beijo continuou sendo um dos
protagonistas responsável por este desejo satisfatório. Basta manter duas
pessoas juntas em um determinado lugar aconchegante por um tempo para que comecem
a manifestar seus instintos mais carnais e profundos que se possa imaginar.
Não
se sabe em época real como foi o primeiro beijo humano ou como tudo aconteceu
ou surgiu, existem pesquisas que abordam o tema sendo o beijo gerado antes de
Cristo, por volta de 2.500 na Índia, outros acrescentam que foi gerado na Grécia
antiga por Aristóteles. Aqui tinha se o costume de beijar os pés, para
demonstrar qualquer tipo de sentimento afetuoso e respeito pelo outro. Podemos
perceber bem nos mitos Bíblicos.
O
beijo foi passando de geração a geração pelas mais variadas culturas e
tradições. Sua evolução é constante entre a humanidade.
Para
os ocidentais o beijo é considerado um gesto afetuoso.
Em
Roma o Imperador permitia aos mais íntimos dos nobres influentes beijarem seus
lábios.
Na
Escócia quando um casal terminava a cerimônia de casamento, era tradição a
noiva ser beijada pelo padre e por todos os outros homens convidados da festa.
O
czar na Rússia era como um Deus, seu beijo era de alta importância na vida do povo
da época.
Porém,
o beijo denominado de “línguas” foi criado em 1920, vindo da França. Os
franceses do século XV, especificamente os nobres, beijavam na boca de qualquer
mulher que assim lhes interessassem.
Bem
contrário aos Italianos que cultivavam “o ser família”. Deles não se esperava
qualquer infâmia e desrespeito. Se alguém beijasse na boca, era como se
engravidasse uma mulher em tempos de nossos avós. Tinha que casar. O beijo
representava a aliança entre o casal, pois dali seria gerado o coito.
Devemos
nos atentar em toda esta informação, que tratamos até aqui do beijo ocasionado
em épocas bem antigas, porém, que não tinham qualquer pré-conceito. Cada qual
entendia sua forma de beijar o outro a partir da sua cultura e tradição.
O
único detalhe que podemos levantar é de uma cultura machista muito presente em
todas estas épocas e culturas, e que infelizmente permanece em pleno século
XXI.
Como
o nosso tema é o beijo entre pessoas do mesmo gênero sexual, também não podemos
afirmar em data específica quando foi o primeiro beijo entre um ser humano homossexual.
O que conhecemos são vestígios históricos que nos alertam não ser o beijo e o
sexo entre pessoas do mesmo gênero algo novo da Modernidade.
A prática vem muito antes de Cristo. Acontecia
principalmente entre a nobreza real seus escravos e soldados. Os homens eram
amantes de outros homens e as mulheres eram usadas no ato sexual entre elas
apenas para excitar outros homens ao prazer sexual.
O
termo homossexual vem do grego antigo que tem seu significado homo e do latim sexus, um ser humano que sente atração física por outro do mesmo
sexo. Esta atração e prática podem ser observadas em outros seres como nos
animais.
O
termo lésbica tem seu significado do latim lesbius,
originou dos habitantes da Ilha de Lesbos na Grécia antiga (séculos VI –
VII), a qual morava a poetisa Safo que compunha seus poemas direcionados as mulheres.
Por isso, o nome lesbianismo e safismo.
Durante
séculos esta prática foi admirada por uns, condenada e tolerada por outros.
A única coisa que muda de lá para cá, é que, os
homens casavam com mulheres e continuavam sua prática homossexual, sem
disfarces femininos, apenas o ato era importante.
Mas
a questão atual é: como em pleno século XXI, ainda encontramos o machismo até
no beijo lésbico?
O
beijo entre homens parece não incomodar mais as pessoas, para muitos já é
considerado normal ver homens conviverem juntos, se abraçar e se beijar em público.
O que mais vimos na mídia foram os homens lutarem pela sua liberdade de convivência
com outros do mesmo sexo. Isto porque durante séculos foi uma prática legal
entre a nobreza real e seus súditos.
Porém,
a sociedade mudou, evolui e a tradição de muitos prevaleceu. Fomos educados a
partir de Adão e Eva a pensarmos em família sendo pai (homem), mãe (mulher) e
filhos. Assim, a Bíblia nos mostra em seus inúmeros versículos.
Muitas
coisas estão sendo repensadas, outras com uma ponta de chantagem e outras pelo
pré-conceito que cega à humanidade.
A
pergunta ainda se faz presente, o beijo entre homens e o beijo lésbico. O que
se tem de diferente nestes dois beijos, que ainda, provoca comentários ao
extremo?
Um
beijo entre homens, não é tão agradável de ser visto, segundo milhares de
pessoas, não inspira desejo diante da sociedade. Mesmo que estes tentem de
alguma forma se passar por mulher em seus trajes e comportamento. Um homem por
mais que tente, nunca vai poder ter a delicadeza e doçura de uma mulher. Este
se comportará sempre ao extremo, não agindo ao natural. Ao passo que um beijo
feminino, tende a inspirar mais desejo em outros homens e provavelmente em
muitas mulheres, pela beleza do corpo feminino, pela sua delicadeza jovial e
por ser excitante entre a sociedade, mesmo esta sendo tradicionalista. O
devaneio feminino lésbico provoca muito mais êxtase do que o masculino. Porém,
continua sendo mais discriminado que do homem, por sermos uma sociedade da
reprodução, onde o coito se faz necessário em uma relação.
Segundo
estudiosos a mulher sente a necessidade mais aguçada de carícias do que
propriamente da penetração. Sendo que o homem em seu instinto reprodutor
necessita da penetração. Por isso, ao ver mulheres trocando beijos e carícias
entre elas se faz motivo de muitas críticas. Por gerar o desejo em muitos
homens e mulheres.
Por
fim o beijo ainda continua sendo uma das formas de carícia mais constantes
entre qualquer gênero. E podemos discutir muito mais acerca deste assunto que
provoca as mais iminentes reações.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
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