segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O ESTADO E SUA INTERFERENCIA NA VIDA DO INDIVIDUO MODERNO




O Estado está se tornando a nova Igreja na Modernidade. Digo nova porque na Idade Média a detentora de todo poder era a Igreja Católica.
A Igreja Católica controlava a vida terrena e eterna do individuo dentro e fora da sociedade. Tudo era determinado pela Palavra de Deus na visão autoritária e sorrateira da Igreja. As cruzadas são o grande exemplo, soldados iam para guerra em nome de Cristo por troca de uma graça ou pagamento de uma promessa ou para pagar por suas penitências. Com esta ilusão os soldados seguiam ordens da clerical, impulsionados pela utopia de receber uma nova vida, perdão pelos pecados e graça. Mas, não era somente soldados de guerra, o povo também, se entregava ao plano eterno, pois a pobreza e a fome eram intensas diante da riqueza da Igreja. O povo gastava o que não tinha com indulgências para obter um pedaço do céu e viver uma vida plena, sem dores, fome e miséria.
Os tempos foram passando a Igreja foi perdendo suas forças e dando lugar ao novo Império que surgia - a Modernidade.
Esta entra com todo vigor conquistada por uma nova classe média formada por proprietários livres vinda da pequena nobreza da cidade e por outros das classes mercantis que além de garantirem a Reforma Protestante impulsionaram novos sujeitos pensantes para a entrada da Modernidade.
A razão tira Deus do centro de tudo e O substitui pelo homem. A ciência provoca conflitos diante de seres dogmáticos. O individuo passa a conquistar, e com estas vem sua autonomia de poder tomar suas próprias decisões e fazer suas próprias escolhas.
Mas diante da inovação, porque o sujeito ainda não tem o direito as suas escolhas?
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU diz que: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espirito de fraternidade”. ONU 10/12/1948.
Esta é uma questão que pretendo discutir muito em tempo oportuno, e vou começar pela interferência do Estado agora na casa do sujeito que é pai ou mãe que sustenta uma família, muitas vezes numerosa com um salário irrisório, que mal dá para pagar as contas básicas do mês.
Há alguns anos atrás, os pais educavam seus filhos impondo-lhes limites, fazendo com que estes respeitassem os outros, e a eles próprios, sendo pessoas honestas e dignas de construir suas vidas perante a sociedade sem mácula. Aqui existiam os princípios morais do cidadão, adquiridos dentro do convívio familiar.
Não estou concluindo que tudo era perfeito, óbvio que havia exceções, bem menos que hoje anunciadas devido à mídia, mas existiam. Porém, a educação de berço, os princípios morais, a tradição sendo ela religiosa ou não e a ética permitiam o sujeito se comportar perante a sociedade de forma passiva e ordeira.
Vocês devem estar pensando, o porquê estou abordando este assunto, que para muitos pode não ter valor algum, talvez por não estarem a par dos fatos constantes que vem sendo apresentados pela mídia. Ou mesmo, por não acreditarem que estão vivendo uma nova Idade Media em plena Modernidade.
A questão é; o Estado está conscientemente tentando mais uma vez a qualquer custo interferir dentro de nossa vida, lar, casa. Como já vem fazendo sorrateiramente através de impostos e outros mais. Só que agora quer interferir na educação que passamos para nossos filhos, nos princípios morais e religiosos que transmitimos para estes seres que estão começando sua formação diante de uma sociedade marginalizada e quimicamente empobrecida pela violência e pelas drogas.
Acredito que existam casos que devem ser avaliados pela justiça, como muitos que vemos acontecer pelo noticiário, com nosso vizinho ou até mesmo dentro do lar, mas precisamos ter cautela, caso contrário será criado uma delegacia para queixas de filhos contra qualquer manifestação de educação que os pais cometam.
 Conseguem imaginar o fim que pode levar esta atitude do Estado ao interferir em tudo que fazemos?
Para isto existem as Leis, para que se organize o caos, e caso o sujeito venha cometer qualquer infração, esta Lei será analisada, e aplicada se necessária com a devida punição.
Seria justo com os senhores e senhoras que dão um duro danado para manter sua família, pagar seus impostos e pouco usufruir as beneficies da vida, por assim, muitas vezes preferir manter a educação e o conforto para os filhos ao invés de seus próprios; ter a violação de um Estado metendo o bedelho na educação que você oferece para seus filhos? E diante de tal promover uma lavagem cerebral a cada limite dado por você na educação dos seus?
Ao invés disto porque não planejam melhorias na educação escolar, pois é nela que levantamos grandes lideres e sujeitos pensantes e criativos, porque não geram novos planos de governo para tirar crianças das ruas e das drogas, e vou mais adiante, porque não promove uma educação informatizada de prevenção a sociedade para que tenham consciência do que estão fazendo, ao invés de simplesmente sair por ai distribuindo camisinhas e pílulas anticoncepcionais, como se dissessem – estou fazendo minha parte.
Tudo virou normal para muitos da sociedade, ser miserável é normal, ser drogado é normal, não educar nossos filhos está ficando normal. Deixar o Estado invadir nossas vidas, também, vai virar normal para o individuo?
Precisamos repensar nossos princípios moral e ético. E começar a pensar como um todo e não só no próprio umbigo.
Para isso, existem as Leis, para alertarem o sujeito do seu papel diante da sociedade.
Não posso deixar de anunciar o Estatuto da Criança e Adolescente Lei 8069 de 13/07/1990 e do Código Civil Lei 10406 de 10/01/2002, que estabelece os direitos da criança e do adolescente a não serem submetido a qualquer punição corporal e outros, assim, sancionados a Lei. Não é o Estado que deve me dizer o que fazer, e sim, meus princípios morais. Caso não tenhamos esta consciência e escolha, precisamos lembrar de que tudo tem limite.
Diante deste limite você que é pai e mãe, deve ter esta consciência que educar não é espancar, ou trazer seus inúmeros problemas e seus vícios para dentro de casa e sucessivamente descontar em seus filhos.
Ninguém pede para vir ao mundo, isto é uma dádiva de Deus a todos nós humanos. Ainda que existam aqueles que não creem, sabem que não surgimos do nada. Obviamente precisou ter um homem e uma mulher para anunciar e fecundar, mesmo sendo a ciência tão avançada, ainda sim, se faz necessário o papel do homem e da mulher para a vida.
E disso tanto os leigos como os magistrados entendem. E por isso, mais uma vez insisto de que não é assunto do Estado interferir na nossa vida como um todo, caso contrário estaremos voltando ao século das trevas.
Pretendo mais adiante discutir com mais afinco este tema, mas vou precisar junto com cada um de vocês, analisar de forma ordeira as idéias para que não fiquemos apenas no papel.


Sonia Sanches

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