terça-feira, 31 de janeiro de 2012

TRÊS EM UM – O DEUS TRIÚNO


A Bíblia não menciona em nenhum de seus textos a palavra Trindade. Porém, encontramos referências e evidências da divina unidade de três pessoas; Deus, Cristo e Espírito Santo, que pode ser percebida pela forma como Deus está em si mesmo (Êxodo 3). 
Precisamos compreender que há um único Deus (Deuteronômio 6. 4) que se manifesta igualmente no Filho e no Espírito Santo. Uma unidade de três pessoas igualmente coeternas. Não é mencionada como uma somatória ou qualquer outra formula aritmética, mas como um shema – único - três em um. Quem deixa clara esta unicidade é Paulo em Filipenses 2. 6-8.
Os hebreus do Antigo Testamento, afirmavam a existência de um Deus único, pois sua crença se firmava no monoteísmo (mono = um; teísmo= Deus). Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Em Mateus 13; Marcos 2 e Mateus 25, podemos observar que Jesus se manifesta com atributos a de um Deus Pai, ou seja, perdoa pecados, menciona os anjos de Deus como seus anjos, o poder de julgar o mundo. Sendo que só um Deus absoluto pode assumir esta autoridade. O que nos leva a refletir, que Jesus ao fazer estas coisas, encarna o Deus criador do Universo em forma humana.
Quando estudamos Marcos 1.9-11, compreendemos que as três pessoas de Deus aparecem juntas no batismo de Jesus.
Deus, Cristo e o Espirito Santo estão intimamente ligados (Atos 5.1-11; Lucas 1.35; 4.18; Mateus 12.28; João 14. 16-17; 20.22; Gálatas 2. 20; Cl 1. 27; Atos 2. 33; 1Pedro 1. 1-3).
O Evangelho de João faz constantemente menção ao Deus de três pessoas. Aqui deixa claro que não existem três papéis divinos, e muito menos três deuses. O Espírito Santo executa tanto a vontade do Pai, quanto do Filho, que é sua vontade.
Muitas pessoas veem Cristo menor que o Pai, devido sua submissão ao Pai enquanto viveu na Terra. Algo que não reflete a Divindade, e sim, o plano de salvação (João 8. 55-58). Jesus devia assumir a humanidade, e para isso, precisava ser obediente até sua morte na cruz (Filipenses 2. 8). Ele foi Deus em todos os sentidos, e não um ser criado por Deus. Abriu mão de sua posição, se esvaziou (kenosis), a ponto de ser humilhado e pregado em uma cruz. Um Deus que era e é tudo, mas por amor a humanidade se fez um nada.
Não é fácil compreender a natureza de Deus, por sermos finitos em conhecimento. As Escrituras nos mostram que Deus existe em três pessoas distintas, trabalhando juntas em harmonia numa só pessoa.
O Antigo Testamento nos mostra um Deus único, porém, quando olhamos para o Novo Testamento, percebemos o mesmo Deus no Filho e no Espírito Santo.
Obviamente muitas são as contradições acerca das três pessoas, mas o que devemos entender e por em prática é o amor, grandeza, graça, sabedoria, poder e santidade, que possuem. Um verdadeiro modelo para as relações interpessoais, que transcende a tudo que podemos imaginar. Se pudermos entender isso, então estamos em comunhão com esse Deus.

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