Muitos casos conhecidos ou não por nos são
comprovados como depressão, suicídio, morte espiritual (no caso da religião),
perda dos valores morais, e outras séries de nomenclaturas assim, denominadas
por cientistas e pesquisadores.
Mas, o que desencadeia o estar rejeitado
dentro de uma sociedade compulsivamente consumidora a qual vivemos, e que
infelizmente procura seus próprios interesses esmagando o outro pelo seu ego?
Não
faz muitos dias me deparei com uma jovem mãe que timidamente se achegou próximo
a mim, e como num sussurro desabafou aliviada: “estou pela primeira vez sentido
o poder maléfico da rejeição. Não sei se o problema sou eu, ou as pessoas, pois,
quando descobrem que sou pobre e moro em um lugar menos afortunado me ignoram,
e me isolam de todos os encontros e atividades, que antes costumava ser convidada”.
Quando
ouvi isto me senti no meio de lixos ambulantes e não de seres humanos. Percebi ser este o nosso mundo atual. Vivemos
no meio de indivíduos que precisam se maquiar pelas aparências e não pelo que
são na realidade.
O
caso desta jovem mãe não é o único, milhares de pessoas vivem a rejeição social
como anonimatos, e não conseguem expor seus sentimentos muitas vezes por não
compreender o que está acontecendo e outras vezes por medo de serem taxadas
como “a anormal do grupo”.
A
rejeição social pode ocorrer de uma hora para outra dependendo do momento em
que o individuo se encontra, e da sua percepção ao problema.
A
Bíblia fala acerca da rejeição, Jesus conheceu exatamente o termo e a prática.
Soube muito bem definir a dor da rejeição – Isaías 53.3.
Constantemente
estamos rejeitando a Deus - Mateus 21.42 e aos outros – Salmos 14.1.
Mas
a rejeição pode ser fruto do que somos; dos nossos conceitos e percepções.
Muitas vezes o sujeito rejeitado acredita e espera muito do outro, que não dá o
retorno por ele desejado, com isso, vai alimentando essa dor, que mais tarde
desencadeia para o sentimento de culpa, angústia, indignação e fracasso.
Voltando
para o caso da jovem mãe, que adiantou sua história dizendo nem sempre ter sido
sua vida de infortúnios. Tinha um excelente local para morar, carro, bom
emprego e um marido que a amava. Como tudo não é para sempre, acabou sendo
passada para traz pelo marido, perdeu seus bens e teve que morar em um lugar
muito humilde. E por fim, chorando concluiu ser a mesma pessoa moralmente, culta
e com seus valores e princípios adquiridos na infância, apenas deixou de
frequentar lugares extravagantes, que antes frequentava por questões financeiras,
mas agora usufrui de lugares gratuitos que proporciona bem-estar e informação
cultural.
Explica
que encarou no começo com certa dificuldade, mas que hoje percebe que a riqueza
foi só uma ilusão temporal, que o sujeito pode conviver sem ela numa boa se
estiver bem consigo mesmo. Quanto a isto finaliza mais calma estar protegida.
O
que realmente a transtorna é saber que depois de sua virada social, ela
percebeu a rejeição como algo constante, mas, que nem sempre levava por este
lado, chegava a pensar que seus amigos e familiares não tinham tempo para ligar
ou estar com ela, porém, a ficha começou a cair, a partir do momento que vivência
os próprios membros da família fazendo esta diferença social.
Mesmo
assim, preferiu ignorar, mas com o passar dos dias ficou mais grave, e de
repente ela se via isolada do grupo familiar e de alguns de seus chamados
amigos.
Percebe
que o que ocorre nem sempre começa com a pessoa que sofre ou entra em
isolamento e depressão.
O
problema maior são os meus interesses como sujeito de uma sociedade que diz que
se você não encaixa no molde capitalista apresentado, você não pode fazer parte
do grupo. E isto não acontece só no âmbito familiar, mas tem acontecido no meio
religioso. Constantemente pessoas são isoladas de atividades religiosas. O
próprio culto que hoje é apresentado nas igrejas é dirigido em sua maioria para
uma determinada classe social rica, que pode bancar o pastor, enquanto a outro
vive das sobras. Se estas não forem jogadas antes para os porcos.
O
outro não tem mais importância, o centro passou de Deus para o homem e do homem
para seu próprio ego.
O
que estamos pretendendo fazer com tudo isto? Até quando o ser humano será
desvalorizado como, nem posso mais falar como estrume, porque este é bem
empregado para muitas coisas. O que somos? Quem somos?
Bate
uma dúvida acerca do quem vem acontecendo e da frase canonizada em um livro de
milhões de anos.
Está
escrito na Bíblia “amarás a Deus sobre todas as coisas e a TEU PRÓXIMO COMO A
TI MESMO”.
Uma
frase que virou jargão em muitos lugares, e está banalizada há muito tempo. Faz-me
acreditar que o individuo não se ama mais, pois a frase é bem clara “ame seu
próximo como a ti mesmo”.
A
ética me garante que o direito é para todos sem exceção, está no código que é
discutido, avaliado e sancionado antes de virar Lei.
Vejam
como não faz mais sentido o que está escrito para muitos contemporâneos.
Desta
forma a humanidade caminha para ruina moral. Tudo que se aprendeu lá atrás não
é mais importante, de alguma forma a tendência é usar a máscara do ego para que
ninguém venha excluir o sujeito do grupo. Este vai se esconder no mundo irreal
cibernético para que não descubram sua real identidade, fazendo assim, com que
a sociedade o aceite.
Para
a jovem mãe não se deu nenhuma solução para o “nomeado problema”. Ela se tornou
estatística entre milhões.
Não
acredito que isto seja a vida que qualquer individuo almeja para si. Estamos
falando de pessoas, com sentimentos e necessidades, e eu pergunto, até quando
teremos que fechar nossos olhos e aceitar como se fosse normal, como se jamais
viesse a acontecer com sua família ou com você mesmo?
Pare
agora o que você está fazendo, analise e repense em tudo que estamos recebendo
de informação, hoje pode ser com esta mãe e milhares de outros, amanhã pode ser
com alguém próximo a você ou você mesmo. Pense nisso.
Uma
orientação que posso passar é que a pessoa que está passando por qualquer
conjuntura, deve se tronar uma observadora dos fatos. Procurar de alguma forma
entrar em um diálogo consigo mesma, sempre questionando se o que está em
questão é o outro ou se é apenas fruto de sua imaginação. Ter uma segunda,
terceira etc. opinião não faz mal a ninguém, pode ajudar, a saber, quem realmente
você é. Da mesma forma, não ligar para boatos e assuntos sem interesse pode ser
outra solução a ser repensada.
O
fato é o sujeito é quem escolhe o que deve ser cultivado em sua vida. Deve ter
o equilíbrio e sabedoria para as tomadas de decisões, e trabalhar a todo o momento
o seu emocional, para que não venha a cair nas armadilhas diárias.
Seu texto é coerente em tudo, só uma dica, faça-os resumidamente, assim as pessoas que lerão seu blog de uma maneira rápida entenderão sua mensagem. Bjs
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