segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

REJEIÇÃO: SERÁ DOENÇA OU VIOLÊNCIA SOCIAL?

 Muitos casos conhecidos ou não por nos são comprovados como depressão, suicídio, morte espiritual (no caso da religião), perda dos valores morais, e outras séries de nomenclaturas assim, denominadas por cientistas e pesquisadores.
 Mas, o que desencadeia o estar rejeitado dentro de uma sociedade compulsivamente consumidora a qual vivemos, e que infelizmente procura seus próprios interesses esmagando o outro pelo seu ego?
Não faz muitos dias me deparei com uma jovem mãe que timidamente se achegou próximo a mim, e como num sussurro desabafou aliviada: “estou pela primeira vez sentido o poder maléfico da rejeição. Não sei se o problema sou eu, ou as pessoas, pois, quando descobrem que sou pobre e moro em um lugar menos afortunado me ignoram, e me isolam de todos os encontros e atividades, que antes costumava ser convidada”.
Quando ouvi isto me senti no meio de lixos ambulantes e não de seres humanos.  Percebi ser este o nosso mundo atual. Vivemos no meio de indivíduos que precisam se maquiar pelas aparências e não pelo que são na realidade.
O caso desta jovem mãe não é o único, milhares de pessoas vivem a rejeição social como anonimatos, e não conseguem expor seus sentimentos muitas vezes por não compreender o que está acontecendo e outras vezes por medo de serem taxadas como “a anormal do grupo”.
A rejeição social pode ocorrer de uma hora para outra dependendo do momento em que o individuo se encontra, e da sua percepção ao problema.
A Bíblia fala acerca da rejeição, Jesus conheceu exatamente o termo e a prática. Soube muito bem definir a dor da rejeição – Isaías 53.3.
Constantemente estamos rejeitando a Deus - Mateus 21.42 e aos outros – Salmos 14.1.
Mas a rejeição pode ser fruto do que somos; dos nossos conceitos e percepções. Muitas vezes o sujeito rejeitado acredita e espera muito do outro, que não dá o retorno por ele desejado, com isso, vai alimentando essa dor, que mais tarde desencadeia para o sentimento de culpa, angústia, indignação e fracasso.
Voltando para o caso da jovem mãe, que adiantou sua história dizendo nem sempre ter sido sua vida de infortúnios. Tinha um excelente local para morar, carro, bom emprego e um marido que a amava. Como tudo não é para sempre, acabou sendo passada para traz pelo marido, perdeu seus bens e teve que morar em um lugar muito humilde. E por fim, chorando concluiu ser a mesma pessoa moralmente, culta e com seus valores e princípios adquiridos na infância, apenas deixou de frequentar lugares extravagantes, que antes frequentava por questões financeiras, mas agora usufrui de lugares gratuitos que proporciona bem-estar e informação cultural.
Explica que encarou no começo com certa dificuldade, mas que hoje percebe que a riqueza foi só uma ilusão temporal, que o sujeito pode conviver sem ela numa boa se estiver bem consigo mesmo. Quanto a isto finaliza mais calma estar protegida.
O que realmente a transtorna é saber que depois de sua virada social, ela percebeu a rejeição como algo constante, mas, que nem sempre levava por este lado, chegava a pensar que seus amigos e familiares não tinham tempo para ligar ou estar com ela, porém, a ficha começou a cair, a partir do momento que vivência os próprios membros da família fazendo esta diferença social.
Mesmo assim, preferiu ignorar, mas com o passar dos dias ficou mais grave, e de repente ela se via isolada do grupo familiar e de alguns de seus chamados amigos.
Percebe que o que ocorre nem sempre começa com a pessoa que sofre ou entra em isolamento e depressão.
O problema maior são os meus interesses como sujeito de uma sociedade que diz que se você não encaixa no molde capitalista apresentado, você não pode fazer parte do grupo. E isto não acontece só no âmbito familiar, mas tem acontecido no meio religioso. Constantemente pessoas são isoladas de atividades religiosas. O próprio culto que hoje é apresentado nas igrejas é dirigido em sua maioria para uma determinada classe social rica, que pode bancar o pastor, enquanto a outro vive das sobras. Se estas não forem jogadas antes para os porcos.
O outro não tem mais importância, o centro passou de Deus para o homem e do homem para seu próprio ego.
O que estamos pretendendo fazer com tudo isto? Até quando o ser humano será desvalorizado como, nem posso mais falar como estrume, porque este é bem empregado para muitas coisas. O que somos? Quem somos?
Bate uma dúvida acerca do quem vem acontecendo e da frase canonizada em um livro de milhões de anos.
Está escrito na Bíblia “amarás a Deus sobre todas as coisas e a TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO”.
Uma frase que virou jargão em muitos lugares, e está banalizada há muito tempo. Faz-me acreditar que o individuo não se ama mais, pois a frase é bem clara “ame seu próximo como a ti mesmo”.
A ética me garante que o direito é para todos sem exceção, está no código que é discutido, avaliado e sancionado antes de virar Lei.
Vejam como não faz mais sentido o que está escrito para muitos contemporâneos.
Desta forma a humanidade caminha para ruina moral. Tudo que se aprendeu lá atrás não é mais importante, de alguma forma a tendência é usar a máscara do ego para que ninguém venha excluir o sujeito do grupo. Este vai se esconder no mundo irreal cibernético para que não descubram sua real identidade, fazendo assim, com que a sociedade o aceite.
Para a jovem mãe não se deu nenhuma solução para o “nomeado problema”. Ela se tornou estatística entre milhões.
Não acredito que isto seja a vida que qualquer individuo almeja para si. Estamos falando de pessoas, com sentimentos e necessidades, e eu pergunto, até quando teremos que fechar nossos olhos e aceitar como se fosse normal, como se jamais viesse a acontecer com sua família ou com você mesmo?
Pare agora o que você está fazendo, analise e repense em tudo que estamos recebendo de informação, hoje pode ser com esta mãe e milhares de outros, amanhã pode ser com alguém próximo a você ou você mesmo. Pense nisso.
Uma orientação que posso passar é que a pessoa que está passando por qualquer conjuntura, deve se tronar uma observadora dos fatos. Procurar de alguma forma entrar em um diálogo consigo mesma, sempre questionando se o que está em questão é o outro ou se é apenas fruto de sua imaginação. Ter uma segunda, terceira etc. opinião não faz mal a ninguém, pode ajudar, a saber, quem realmente você é. Da mesma forma, não ligar para boatos e assuntos sem interesse pode ser outra solução a ser repensada.
O fato é o sujeito é quem escolhe o que deve ser cultivado em sua vida. Deve ter o equilíbrio e sabedoria para as tomadas de decisões, e trabalhar a todo o momento o seu emocional, para que não venha a cair nas armadilhas diárias. 

Um comentário:

  1. Seu texto é coerente em tudo, só uma dica, faça-os resumidamente, assim as pessoas que lerão seu blog de uma maneira rápida entenderão sua mensagem. Bjs

    ResponderExcluir